
Mestres!
Estou muito preocupado com o nível de leitura de vocês. Seria bom que vocês lessem mais, sendo que, o mais importante é esforçar-se por entender o que leem. Vamos tentar melhorar um pouco a leitura?
Anotem esses oito passos e tentem seguir!
Antes das dicas, gostaria de lhes dizer que nós, professores, percebemos a pressa que vocês têm em resolver os exercícios e/ou avaliações. Leem de qualquer jeito e apressadamente as questões e os trechos nos textos para logo se livrar. Na verdade, vocês apenas buscam localizar no texto de onde até onde é necessário copiar e pronto, fim da tarefa. Às vezes nem leem o enunciado.
E onde está o problema? O problema está em não ler com calma, procurando entender o que está lendo. Qual a consequencia disso? Responder as questões sem entender o que acabou de escrever. E daí? E daí que vocês não sabem o que acabaram de escrever, logo é o primeiro sinal de que não aprenderam coisa nenhuma, nada ficou fixado.
Isso tem consequencias gravíssimas. Por quê? Porque você está se tornando um analfabeto funcional. O que é isso, professor? Outra hora falarei mais sobre isso, mas por agora digo o seguinte: é alguém que mesmo sabendo ler e escrever tem muita dificuldade de compreender (ler e compreender o que leu) e redigir (escrever, produzir) textos.
E o que é preciso, professor, saber para melhorar a leitura, a compreensão e a escrita? É preciso saber utilizar o cérebro na hora de ler os textos. Mas como se usa o cérebro? De várias maneiras. [1] ao ler um texto procurar saber se você compreende as palavras e expressões do texto; [2] ao ler um texto ver se você sabe que palavras os pronomes estão substituindo (o que é um pronome?); [3] fazer inferências (bom, se ele disse que a filha que ele foi buscar era a caçula, então há outros filhos - essa informação não foi dada, você chega a ela raciocinando sobre o texto); [4] cruzar informações (ele disse tal e tal coisa, mas agora diz essa outra coisa, isso não será uma contradição?); [5] ler ao menos os capítulos e/ou textos até o fim antes de começar a responder (em geral as respostas estão sempre mais a frente); [6] tentar explicar para si ou para alguém o que o parágrafo que você acabou de ler significa (o que é um parágrafo?); [7] fazer esqueminhas em folhas separadas. Por exemplo: Empédocles - Elementos básicos: fogo, ar, terra, água. Forças naturais: amor e disputa. (Esse é um exemplo mais complexo, no entanto, em sala orientarei a fazer esses esqueminhas nos textos que trabalharemos este ano); [8] tentar não copiar simplesmente as coisas do texto, pois se você copia o professor não sabe se você entendeu ou não. Ele viu que você copiou, mas para ter a certeza que você compreendeu é bom escrever com as suas palavras sendo fiel ao texto (usar sinônimos, por exemplo, pode ajudar - que é um sinônimo?).
Vocês conseguem fazer isso? Para conseguirem precisam treinar como nunca treinam não sabem ainda. Anotem esses oito passos e tentem seguir!
Ah! Se vocês raciocinassem em cima de um texto da mesma forma que fazem quando veem novelas, filmes, jogos eletrônicos ou quando ouvem uma fofoca (ou quando precisam resolver algum problema). Ficam ativos e concentrados. Cruzam informações, fazem inferências, detectam contradições, percebem implicações, concluem, inovam, sugerem, etc. (Meu Deus! Seria maravilhoso!) Aí quando vão ler os textos parece que deixaram o cérebro em casa, descansando. O que será? Preguiça total, má vontade, desânimo, desmotivação, falta de rumo? Tudo junto?
Prof. Edson Correia
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